quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cibernéticoo


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Por Suzana Siniscalco

Mundo Cibernético

Que loucura, não pode ser!
Esse mundo que acabo de entrar...
Muitos amigos a fazer,
Amigos sem cara para olhar...
Devo confiar?

Qualquer um pode estar do outro lado
E se a amiga com quem me abro
não passar de um tarado?

Ah... O Paraíso...
Do sexo indefinido ...

O deleite do sério homem casado...
Que sob o nick name de Maria
Realiza a fantasia de viado...

E a mulher não foge a regra não,
É só alterar algumas letras
E uma dama vira sapatão.

E a paixão, quem diria?
Há quem se ame loucamente,
Sem se ver uma só vez
Cara a cara , frente a frente.

Mas Patético
É o fim de um amor virtual
Não há choro cibernético
O que resta é dor real
Sexo é como praga...
Está aí com todo ardor
E vírus só quem pega
É o próprio computador

Acariciam-se pelo corpo teclado,
Oh! Quanta pornografia
E pensar que no passado
Isso se chamava datilografia

Bobeira e banalidade não faltam
Para quem não tem o que fazer,
Melhor que dar trote no telefone
É pela internet aborrecer

Mas no meio de tudo isso
Há diversão e amizade
E creia... também se conhece gente
Que fala a verdade!

Dos amigos que se faz,
Se ver na rua não se reconhece
Cuidado para no transito não insultar
Um amigo cibernético

Mulher gorda ou homem feio?
Isto é consenso,
Não há neste meio!

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